2.6.11

húmus

«é então um mundo de fórmulas a que eu obedeço e tu obedeces? sem ele não poderíamos existir. se víssemos o que está por trás não podíamos existir. o nosso mundo não é real: vivemos num mundo como eu o compreendo e o explico. não temos outro. é a voz dos mortos insistente que teima e se nos impõe. mais fundo: não existem senão sons repercutidos. decerto não passamos de ecos.»

raúl brandão

1 comentário:

  1. foi por isso que inventaram a unidade imaginária, para nos elevar a um universo complexo, perpendicular ao eixo real.
    sabes, recomendo-te vivamente o livro the drunkard's walk (pt: o passeio do bêbedo) de leonard mlodinow. é dos meus favoritos.
    sim, todas as nossas ideias são uma mistura de ideias dos outros. não há algo como a ideia brilhante, sem precedentes.
    somos nada e, no entanto, com uma mera inversão matemática, somos tudo. [ (1/0)->inf, (1/inf)->0 ] é tudo perspectiva.
    um dia explico-te tudo, tim-tim por tim-tim.

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