3.4.12

a coisa das máquinas com boa aparência.. faz sentido que haja uma sequência de acontecimentos até ao ponto em que tudo se finaliza e materializa e se torna consistente. uma sequência complexa e incompreensível até /lá/. eventualmente a reprodução torna-se possível, como já se viu acontecer em muitas séries japonesas. parece-me lógico. é tudo uma questão de tocar os pontos certos. depois há a questão da anulação: se pode reproduzir-se será que pode apagar-se? ou será que pode construir-se de raiz toda a sequência mas só com os pontos /bons/?
a mecanização do que quiserem chamar-lhe. mais uma vez a questão da espontaneidade versus o bem-estar. será que custava menos? ou arrepender-me-ia, uns tempos depois?
*deixar as persianas correr e fazer de conta que é de noite. dá um aspecto mais lúgubre ao monólogo*

disse não sei quem que há funerais bonitos. de alguma maneira, ver um filho da puta ser enterrado dá prazer a muita gente (mas e se o filho da puta tivesse sido amado em vida... nunca se sabe. suponho que não valha a pena pensar nisso. há coisas que não existem para ser amadas e isso corre-lhes nas veias) funerais podem ser coisas bonitas. como um concerto ou um filme ou uma obra de arte. é estranho como enterrar qualquer coisa pode /supostamente/ fazer outras /crescer / melhor: são vectores totalmente opostos. de qualquer maneira dizem que funciona. há que continuar (a cavar, a cavar, a----cavar, a---cabar, acabar!) até que a profundidade seja suficiente para que o que lá se mete não venha borbulhar à superfície uma vez por outra.

está um frio estranho. espero que também dê para sepultar.
(e se lá em baixo ele se espalhar? se tornar a /terra/ toda fria.......?)

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