cai-se sempre de uma cadeira inexistente com tampo de ferro mesmo quando o ferro é líquido e a cadeira existe. cai-se sempre de um céu, de uma cama, de um chão. só não se sabe do que se pisa e se cospe porque tende a olhar-se em direcções diferentes. posto isto e tendo noção das consequências seria talvez tempo de sentar em cadeiras mais baixas e de desistir de cair e chamar-lhe arte do patinar. ninguém patina só porque quer excepto os que patinam por querer. e depois há uma categoria de coisas que não se inserem e que não têm lugar na acção porque pouco depois volta-se ao ponto de partida, o /estado de desequilíbrio normal/
é da ausência de acessórios ou da recusa de usá-los. quem não sabe não faz, já se dizia. quem não quer saber não pergunta. depois em vez de responder às perguntas perguntamos às respostas e o ciclo recomeça.
mais cadeiras inexistentes.
ou invisíveis. mais um conceito que nunca hei-de perceber. se o homem na caixa não se vê mas existe e se pode existir sem ser visto. podem estar tão mais coisas na caixa com os mesmos direitos. depois discutem a não-existência versus versus versus a inexistência.
cruzes credo
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