a quietude da mente. um conforto estrangeiro que se veste de plural. como se cada acordar soubesse a inverno novo, sem sequer ter aprendido a fazê-lo; como se cada noite se fechasse em nós como que num amplexo que não sabe caber em si próprio. enquanto houver do vinho, livremo-nos de chamar-lhe sangue triste & não deixemos a garrafa despir-se. haja-o como uma constante, uma embriaguez que não desaparece com a madrugada; uma indispensabilidade aos ossos & aos pés frios. seja o vinho sangue do teu sangue e queira sempre sê-lo do meu. saiba ele envelhecer-se sem volatilizar dos poros: agora nossos.
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