mais uma vez arrumei a roupa fora do armário. a entrada na madrugada fez-se com analogias estupidificantes. chega-se ao ponto em que assusta mais estar cá dentro. perde-se a coerência textual. vomitar palavras não é estético, agradável & lírico muito menos. perde-se a beleza de uma casa bem decorada, roubada vezes sem conta. ainda assim damos a chave ao ladrão. depois não se sabe quem tirou a roupa do armário. as tuas mãos têm sangue de roubo. sabia tão bem, agora. mas deixará de fazer sentido assaltar uma casa vazia. nessa altura, lá há-de ruir sozinha. falta-me algo que me encha a cabeça mais do que moléculas de vácuo.
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